Hoje depois de tantas tentativas de ligações em vão, ele que me ligou. Zé, eu não reconheci a voz dele, isso até me deixou feliz, meus primeiros passos para esquece-lo está começando a dar certo. Conversamos muito pouco, estranho. Ele só me disse que ainda continua desanimado, isso me entristece. Ele precisou desligar e disse que em 2 minutos retornaria, já se passaram 4 e meia Zé, e nada dele retornar. Eu to aqui como celular do lado, com o olhar triste, coração apertado e muita vontade de ligar, mas obvio que não vou fazer isso, porque se ele quisesse falar comigo já tinha retornado. E agora é tarde, talvez ele esteja dormindo, sozinho ou não, prefiro não saber. Afinal, ele nem se importou se eu ficaria esperando ele retornar a ligação.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Ligações perdidas, mal atendidas, não retornadas
Preciso desabafar Zé, to aqui olhando para o meu celular faz umas 3 horas e nada dele tocar. É, faz dias que eu tento falar com ele, e sempre caí na caixa postal. Hoje foi mais um dia desses, que eu tentei e não consegui. Zé, eu não quero que ele pense que eu ligo porque eu to desesperadamente apaixonada, louca querendo que ele fique comigo, não. No começo era, mais bem lá no comecinho quando ele começou a me ignorar e decidiu sair da minha vida sem avisar. Quando finalmente naquela noite de carnaval que ele me atendeu, e depois de algumas conversas no facebook, eu consegui me afastar e não o procurei mais. Até que certo domingo eu senti necessidade de ligar, depois de quase um mês sem saber nada sobre ele, eu mandei um sms. Eu não estava procurando para implorar seu amor, estava apenas querendo noticias. Foram horas conversando, falamos de assuntos mal resolvidos, de tudo que foi deixado pra trás, tudo que aconteceu no tempo que ficamos distantes, e assim como eu, ele também sentiu saudade. Sabe Zé, sempre que escuto a voz dele tudo fica melhor, é Zé esse cara me enfeitiçou sem querer, sem saber, eu ainda sou louca por ele, não posso negar. Mas Zé, sou mulher pra admitir que não deu, e só meu amor não basta. Estou lutando todos os dias pra esquece-lo, cada dia tento tirar um pouquinho dele de mim, e refazer meu coração, aos poucos tudo de mim que ele levou sem querer eu tento recuperar.
A festa com sua cara de festa, como todas as outras.
Já faziam duas semanas desde a última vez que você veio me ver. Foi então que resolvi ir a uma festa do tipo que você vai, eu sabia que estaria lá.
Sei que eu podia ter evitado e ido em outra festa, mas também te encontraria, todas as festa tem sua cara, todas as pessoas tem um pouco de você, o braço forte, a pele branca, a boca delineada, o cabelo liso, o fígado estragado, coração vazio, o mistério no olhar.
Ao te ver parado em frente a festa, não senti nada, fiquei feliz por não sentir meu coração acelerado como da última vez, sinal que eu não precisava mais sentir aqueles beijos, cheirinhos, e mordidinhas, é, mais ao lembrar de tudo isso senti o coração pulsar tanto que parecia que ia sair pela boca, e senti tanta necessidade de você novamente.
Você estava lindo, sua blusa cinza, seu sorriso grande, fique de costas só para evitar te olhar. Acendi um cigarro pra tentar me distrair, apesar de não fumar, não tinha nada melhor para fazer, até tinha mas para isso eu precisava te roubar. Quando o cigarro acabou entrei na festa, tequila, caipirinha, saquerinha, qualquer bebida que me fizesse perde a memória e tirar você dos pensamentos, mais algumas doses para desapegar, e esquecer o que passou e o que podia acontecer. Você passou e a única coisa que houve entre a gente naquela noite foi seu sorriso para mim, e seu apertão na minha costa, te apertei a barriga, e você saiu. Não houve mais nenhum contato. Entranho. Por que foi tão bom quando nos conhecemos e ficamos, mas não foi bom o suficiente para ficarmos juntos. Chega. Eu te queria, eu apostei que não te procuraria, não resisti e mandei mensagem. Você disse que estava de boa. Depois de acender outro cigarro, e beber mais doses, voltei pra festa e dei de cara com você bem de boa beijando outra. Raiva, ódio, vontade de socar a sua cara. Fui pro banheiro chorar, chorar sem lágrimas, vontade mesmo era de gritar de ódio, te bater tanto e acabar na cama com você. Fui me perder com outro, na ilusão que ia te esquecer, pelo menos naquela noite, naquela festa eu não queria mais saber de nada, pouco me importava o que eu estava fazendo. A cerveja descia tão rápido, um gole atrás do outro, para tentar esquecer o que eu vi.
Não me contia em não ter você, e te liguei. Onde você está? Como assim? Nessa festa? A festa que eu ia. Fique com mais ódio, mais não podia fazer nada. Ogro, grosso, metido, chato, chato, chato. Você só ficou uns dias comigo, você me mandava mensagens todos os dias, e foi sumindo, como se não tivesse me conhecido, foi se tornando um desconhecido. O que restou para aquela noite foi eu ir embora para algum lugar que eu nem
Mais ou menos completo amor.
Alguma coisa parecia igual, mas tudo estava diferente. A nosso conversa era a mesma, o beijo continuava o mesmo, mas assim que a noite acabasse e a música chegasse ao fim tudo se tornaria indiferente. Eu queria tanto que a música tocasse pra sempre. Eu esmurrava seu peito gritando o quanto te odiava e você ria me abraçando e me beijando, só que assim que a música acabasse você ia embora, ia levar novamente tudo de mim, ia me deixar sem ao menos ter ficado, eu tinha que aceitar conviver com aquilo. Por mais que eu não seja aquela que acreditava que poderia ter você exclusivamente, não consigo conviver com a idéia de te encontrar às vezes. E peço que a música toque, peço pra você me levar junto, ou pra você ficar, hoje, amanhã, depois, ficar pra musica continuar tocando, pra você ser o repertório mais bonito da minha vida. Tento te mostrar que acho que tudo isso é mais ou menos amor, ou completamente amor. Você diz que não passa de consideração tudo que eu sinto tudo que você sente. Tento disfarçar com um sorriso a decepção de ouvir isso, e mais uma vez eu sei que é amor porque foram meses longe e as borboletas no estômago continuavam ali. A música acabou e você se foi, e agora peço que não volte, pois já dei stop na música, e nesse mais ou menos completo amor.
domingo, 20 de março de 2016
O moço do bar
Era mais uma noite normal, quarta-feira 02 de março de 2016, fui pra faculdade e como de costume sai tomar uma cerveja depois da aula. Tudo tranquilo entre uns e outros que entravam no bar, um gole e outro, uma risada, um olhar distraído e vejo ele, Então ele sorri, comento com um amigo: OLHA QUE LINDO. Meu amigo ri, pois eu já tinha falado isso pra vários que tinham passado por ali, até então não tinha me aproximado de ninguém. Faltava dez minutos para meu ônibus chegar, ele sentou em uma mesa perto de mim, enquanto isso meu amigo foi pagar a conta, meu coração acelerou, mas que coisa estranha, pensei. Peguei um papel e uma caneta, anotei meu número e meu nome, e pedi para o garçom entregar. Nisso peguei minhas coisas e fui embora, sem saber o nome, sem saber da onde ele vinha, com uma ansiedade enorme pra receber alguma mensagem. No caminho o celular na mão, a bateria acabando, o coração esperando, foi então que ele me chamou, foi então que eu assinei minha sentença de ilusão.
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